Amor & Arsénico: A química nos bastidores da ópera Conferência por João Paulo André
Moléculas, sintomas e emoções participam na construção do fascínio da ópera
O universo operático transborda de paixões arrebatadas, amores impossíveis, ciúmes corrosivos, poções enigmáticas e venenos fatais. Entre afetos extasiantes e desfechos sombrios, num território onde emoção e matéria se entrelaçam, esta conferência propõe uma viagem pela química que permeia os enredos do drama lírico.
Do insidioso arsénico aos imaginativos elixires, passando pelos estados alterados da paixão, procurar-se-á distinguir o que é cientificamente plausível do que nasce da liberdade criativa. Entre música, ciência e espetáculo, ver-se-á como moléculas, sintomas e emoções participam na construção do fascínio da ópera.
João Paulo André é doutorado em Química pela Universidade de Basileia e Professor Auxiliar no Departamento de Química da Universidade do Minho. Nos últimos anos tem-se destacado na divulgação científica, explorando as interseções entre ciência, arte e cultura. É autor de três livros publicados pela Gradiva: Poções e Paixões – Química e Ópera (2018), Irmãs de Prometeu – A Química no Feminino (2022) e, em coautoria com Carlos Fiolhais, A Harmonia das Esferas – Música, Ciência e os Mistérios do Universo (2025). O primeiro foi adaptado para braille e formato áudio pela Biblioteca Nacional de Portugal e inspirou um espetáculo de ópera apresentado em várias cidades; o segundo foi publicado em língua inglesa pela Springer. É colaborador regular do jornal Nascer do SOL.