Célia Teixeira
Célia Teixeira iniciou os seus estudos musicais aos seis anos no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, percurso que marcou desde cedo a sua vocação. É licenciada em Canto Lírico pela Escola Superior de Música de Lisboa e formada como atriz pela ACT School, trabalhando actualmente nas duas áreas artísticas.
Como intérprete, desenvolve um percurso activo na ópera contemporânea, colaborando regularmente com a companhia AREPO. Neste contexto, destacou-se em Maria Cachucha ne se cache pas, apresentada em Paris, e em Fausto das Montanhas, no FIATO (Porto) e no XXXIX Festival de Música da Madeira. Participou também na gravação do programa radiofónico da Antena 2: Uma ópera num minuto.
Colaborou com o Operafest em edições passadas, interpretando Emilie em Até que a morte nos separe e Irmã Genoveva em Suor Angelica; e com a companhia Inestética, com a qual interpretou e gravou em disco as óperas As Flores do Mal e Manifesto Nada.
Como solista, apresentou-se em festivais e ciclos como o Festival Peças Frescas (Teatro São Luiz), Festival Dias da Música (CCB), Festival Música Viva (Teatro Aberto) e Programa Jovens Compositores do Teatro Nacional de São Carlos, consolidando a sua presença no panorama da música contemporânea em Portugal.
No contexto da música barroca, integrou a Chorakademie de Lübeck, com actuações na Ópera Margravial de Bayreuth (Alemanha), Kurhaus em Merano e Fórum Brixen em Bressanone (Itália), e cantou com a orquestra Divino Sospiro, em concertos na Fundação Calouste Gulbenkian e no Festival Internacional de Música de Marvão.
No domínio da música sacra, interpretou a Missa da Coroação de Mozart no Teatro Micaelense e o Gloria de Vivaldi com a Orquestra de Câmara de Braga.
Ao longo do seu percurso, trabalhou com os professores Lúcia Lemos, Jill Feldman, Milagros Poblador, Lieve Jansen, Luís Madureira e Dora Rodrigues, que contribuíram para o seu desenvolvimento técnico e artístico.