Programa

TRAIÇÃO E ENGANO

“Quanto pior, melhor”

No maravilhoso cenário do Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga, replecto de elementos cenográficos, propõe-se política, paixão, traição e crime com o grande thriller de Puccini, TOSCA,que Lisboa não vê há doze anos. Esta nova produção é dirigida pelo maestro luso-polaco Jan Wierzba, numa encenação de Otelo Lapa e Catarina Molder que promete uma leitura mais contemporânea e surpreendente, com um elenco que a inclui no papel principal, o aclamado tenor espanhol Xavier Moreno, como Mario Cavaradossi e o jovem talentoso barítono luso-columbiano, Christian Lújan, como pérfido barão Scarpia. Seguindo a tendência mundial em tempos covid, apresenta-se na nova versão para ensemble de 16 músicos, da autoria do compositor Francisco Lima da Silva! O Jardim do MNAA recece ainda uma GALA ÓPERA SURPRESA, alusiva ao tema desta primeira edição - da traição e do engano, pelo tenor mexicano em rápida ascensão internacional, Rodrigo Porras Carulo.

Segue-se o concurso de ópera contemporânea, MARATONA ÓPERA XXI, que apresenta 7 óperas seleccionadas, dos mais talentosos jovens compositores portugueses, em criação absoluta, com enredos empolgantes, com a direcção musical da maestrina Rita Castro Blanco e a encenação de António Pires, a serem avaliadas pelo público e por um júri de personalidades variadas, afastando a ideia de ópera para um nicho especializado e no fortalecimento da relação com o público de hoje. Finalmente ópera satélite inicia-se com o cruzamento da ópera e outros géneros musicais, com uma RAVE OPERÁTICA com distanciamento social e lugar marcado, em que a música pop e a ópera se contagiam mutuamente, com happenings operáticos, misturas líricas empolgantes e ainda a estreia absoluta da micro-ópera “orgásmica” Prazer de Ana Seara, compositora em residência desta 1ª edição.

As Carpintarias de São Lázaro, continuarão a programação de ÓPERA SATÉLITE que convoca novas explorações e novos olhares sobre a ópera, com conferências e debates que exploram o tema central da traição e do engano pela filósofa Maria Filomena Molder, mas também das grandes heroínas operáticas pelo musicólogo Rui Vieira Nery e um debate com vários convidados, sobre os ingredientes fundamentais para a construção do esqueleto da ópera- o libreto. É  palco ainda do ciclo CINE-ÓPERA, em parceria com a distribuidora de ópera Unitel, que nos presenteia com algumas das mais icónicas versões cinematográficas de grandes óperas, com intérpretes estratosféricos, da Tosca de Puccini à Cavalleria rusticana de Mascagni e pelos duzentos e cinquenta anos do nascimento de Beethoven, a sua única ópera - Fidélio.

Bem vindos ao Operafest, bem vindos ao mundo trágico da ópera!