Bruno Almeida
O tenor português Bruno Almeida iniciou a sua formação musical com estudos de guitarra clássica, antes de se dedicar ao canto. Estreou-se em ópera em 2010 no papel de Federico, na ópera de câmara portuguesa do século XVII As Taças de Hymineu, seguindo-se a sua estreia no Teatro Nacional de São Carlos, na estreia mundial da ópera Banksters, de Nuno Côrte-Real. Em 2011 integrou o Estúdio de Ópera do Teatro Nacional de São Carlos, onde consolidou a sua formação artística.
Ao longo da sua carreira, construiu um repertório diversificado, interpretando alguns dos mais importantes papéis de tenor do repertório lírico. Entre eles destacam-se Alfredo Germont (La traviata), Mario Cavaradossi (Tosca), Don Ottavio (Don Giovanni), Tamino (A Flauta Mágica), El Remendado (Carmen), Beppe/Arlequim (I pagliacci), Bastien (Bastien und Bastienne), Gernando (L'isola disabitata). No teatro musical interpretou igualmente o papel principal de O Fantasma em O Fantasma da Ópera, e de Jean Valjean, n'Os Miseráveis, este em versão concerto.
Paralelamente à sua actividade operática, desenvolve uma intensa carreira como solista de concerto, colaborando regularmente com algumas das principais orquestras e ensembles portugueses e apresentando-se em festivais nacionais e internacionais. Trabalhou com maestros como Lawrence Renes, Speranza Scappucci, Cristóbal Soler, Jean-Sébastien Béreau e João Paulo Santos, bem como com encenadores de referência, entre os quais Patrice Chéreau, Emilio Sagi, José Carlos Plaza, Nicola Raab e João Botelho.
Para além da interpretação, dedicou-se à investigação e divulgação do repertório vocal português do início do século XX, sendo um dos fundadores do Projecto Alba, sem deixar de explorar outros universos musicais, nomeadamente a música tradicional latino-americana.