Astrid Steiner
Astrid Steiner é uma video designer sediada em Londres, reconhecida pelas suas inovadoras projecções cénicas para ópera, teatro e concertos. A sua carreira na área visual começou em 2003 com projecções ao vivo em clubes de música techno de Viena e, desde então, expandiu-se para apresentações internacionais em espaços como o Staatstheater Wiesbaden, o Tiroler Festspiele Erl, La Seine Musicale, em Paris, e em colaborações com a Copenhagen Phil e a Insula Orchestra.
Em 2024, Astrid criou um filme visual para a Sinfonia n.º 9, de Dvořák, integrado na série de concertos MELODRAMA com a Copenhagen Phil, uma produção que incorporou projecções holográficas.
Um dos eixos centrais e mais produtivos do seu percurso artístico é a colaboração de longa data com a encenadora austríaca Daniela Kerck, com quem criou uma série de produções visualmente marcantes e de grande ambição dramatúrgica. Esta parceria distingue-se pela utilização consistente de vídeo design imersivo, transformando as projeções em elementos essenciais da narrativa cénica.
Entre os seus trabalhos conjuntos mais relevantes destacam-se a estreia mundial de Oryx and Crake, de Søren Nils Eichberg, no Hessisches Staatstheater Wiesbaden, em 2023, onde Astrid Steiner foi pioneira na utilização de projecções holográficas para materializar em três dimensões as memórias fragmentadas e pós-apocalípticas da personagem Snowman; a produção de Turandot, de Puccini, apresentada em 2024 no Staatstheater Wiesbaden, que recorreu a efeitos cinematográficos e holográficos para representar estados emocionais e memórias; e, mais recentemente, a versão encenada em concerto da oratória Das Paradies und die Peri, de Robert Schumann, apresentada em Maio de 2025 na La Seine Musicale, em Paris, sob direção musical de Laurence Equilbey, onde projecções luminosas e oníricas reforçaram a dimensão mítica da obra.
A crítica tem descrito frequentemente o contributo de Astrid Steiner nestas colaborações como poético, tecnicamente rigoroso e dramaturgicamente essencial, referindo muitas vezes a dupla Kerck–Steiner como uma "equipa de sonho", capaz de transformar o vídeo numa verdadeira linguagem de narrativa cénica.